quinta-feira, 26 de julho de 2012

Coluna Espírita


Esquecimento do passado

Como espíritos imortais que somos, com uma vasta bagagem milenar, passando por várias encarnações, porque não nos lembramos das existências anteriores?

Deus, com bondade e sabedoria, nos poupa das lembranças de outras vidas, porque elas poderiam nos causar maiores dificuldades.

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, afirma que: “Ao entrar na vida corporal, o Espírito perde, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse (...)” 1.

Há duas razões para que, ao reencarnar, o espírito esqueça de suas vivências anteriores:

1) De ordem moral e filosófica: se lembrássemos de nossas existências anteriores, os nossos atos insensatos (maus) estariam presentes em nosso consciente, dificultando nosso progresso e a própria reencarnação. Poderiam, por exemplo, em certos casos, humilhar-nos aos olhos de todos que nos reconheceriam; ou exaltar nosso orgulho, perturbando as relações sociais, e fazendo reacender ódios e paixões, dificultando nosso livre arbítrio.

2) De ordem científica: o cérebro físico se decompõe com a morte biológica, perdendo as informações. Na formação do novo corpo, um novo cérebro é formado, portanto sem a memória das encarnações passadas. O conteúdo das existências corporais anteriores fica armazenado no perispírito (corpo semi-fluídico intermediário entre o corpo físico e o espírito). Quando há lembranças nos “insights”, “déja-vu”, ou em terapias regressivas a vivências passadas é acionada a memória espiritual, que nunca é perdida.

Kardec questiona: “Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas de que não se lembra? Como pode aproveitar da experiência de vidas de que se esqueceu?” E recebe como resposta: “Em cada nova existência, o homem dispõe de mais inteligência e melhor pode distinguir o bem do mal” 2.

Completando o raciocínio da espiritualidade, o Codificador assim termina o comentário à questão: “Se não temos, durante a vida corporal, uma lembrança precisa do que fomos e do que fizemos de bem ou de mal em existências anteriores, temos a intuição disso, e nossas tendências instintivas são uma lembrança do nosso passado, às quais nossa consciência, que é o desejo que concebemos de não mais cometer as mesmas faltas, nos adverte para resistir”.

O esquecimento do passado ocorre somente a nível físico. Ao retornar à pátria espiritual, readquire o espírito a lembrança do passado, porque é sobretudo na vida espiritual que o espírito tem condições de avaliar sua própria vida física e se questionar sobre os equívocos cometidos.

Há ainda, enraizada em muitos, a crença das penas eternas, onde Deus “castigaria” eternamente aqueles que errarem. Todavia, Jesus veio transmitir a verdade de Deus e nos ensinou que devíamos perdoar não sete vezes mas setenta vezes sete, então, porque Deus não teria condições de perdoar aqueles que erram por imperfeição, durante o processo evolutivo? A nova encarnação, podemos dizer, é o perdão incondicional de Deus dando-nos nova oportunidade de recomeçar, em busca da tão almejada felicidade.

O que realmente é importante não é a lembrança do passado, e sim a importância que dermos ao presente, porque o futuro é o resultado do que fizermos do nosso presente, pois somos herdeiros de nós mesmos.
Pricila Lehn
1KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. São Paulo. Petit Editora, 1999. Comentário à questão 399.
2Idem. Questão 393.
Referência:
LIMA, Inácio Lacerda. Esquecimento do Passado. Reformador. Rio de Janeiro, FEB, ano 121, n. 2095, out. 2003
Extraído do site www.searadomestre.com.br, acesso em 07/05/2012
Publicado no Jornal A Região, edição de 20/07/2012.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Julho - Mês de Aniversário





No dia 25/07/2012 (quarta-feira), às 20h, no auditório de nossa Sociedade Espírita, na data em que ela estará completando 27 (vinte e sete) anos de existência, e dando continuidade ao ciclo de palestras organizado em comemoração, haverá palestra com NAIR DE ALMEIDA, Expositora Espírita de Passo Fundo/RS, que abordará o tema "O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA PARA A FELICIDADE". Você é nosso convidado.

Coluna Espírita


Causas das aflições

A Terra é uma grande escola, na qual os homens são matriculados pela Divindade, a fim de que aprendam a viver.
Mas o aprendizado sempre exige algum esforço para efetivar-se.
Nos colégios da Terra, o aluno não aprende a lição a menos que dedique algumas horas ao estudo.
Na esfera profissional, toda nova tarefa demanda alguma dedicação, até ser desempenhada a contento.
No contexto maior da vida, a situação não é diferente.
Somos chamados ao burilamento de nosso ser, mediante o enfrentamento de inúmeras situações.
As dificuldades são inerentes a nossa posição de aprendizes.
Se já fôssemos mestres na arte de viver, à semelhança de Jesus, tudo nos seria fácil.
O Amigo Divino é nosso maior exemplo de alguém que sabe viver.
Ele transitou entre seres rudes e cruéis, mas não gastou seu tempo em contendas.
Ao invés de isolar-se das criaturas, amou-as ternamente. Acolheu os equivocados, embora não aprovasse seus equívocos.
Jesus foi doação, trabalho, compreensão e perdão, em todas as circunstâncias.
Ele jamais titubeou em Sua condição de Mestre.
O Cristo é o modelo que nos foi enviado por Deus.
A distância que separa nosso comportamento do Dele bem evidencia o longo caminho que temos a percorrer.
É justamente a ignorância que nos dificulta o viver.
Afinal, para quem já domina determinado assunto, este parece fácil, ainda que guarde grande complexidade.
Esse raciocínio demonstra o papel que as dificuldades cumprem em nossa vida.
Elas constituem nossos desafios, revelam as lições que necessitamos aprender.
Por vezes revestem-se de caráter aflitivo, justamente para nos incitar ao esforço necessário para vencê-las.
Desse modo, fica claro que a principal causa das aflições que nos atingem reside em nosso estado de ignorância.
Essa ignorância tanto se traduz pela falta de conhecimento, como pela má vontade de viver o que sabemos ser correto.
Quando nos esclarecermos, quando formos plenos de virtudes, não mais necessitaremos de experiências dolorosas.
Na verdade, as falhas morais das criaturas constituem a origem imediata da maioria absoluta de suas dores.
Não são raros os protestos contra a Providência Divina, quando o próprio sofredor deu causa às suas agruras.
Muitas enfermidades decorrem da falta de equilíbrio no beber e no comer.
Quantos pais reclamam dos filhos, mas não gastaram tempo orientando os próprios rebentos.
Inúmeras pessoas entregam-se ao vício da maledicência e depois se surpreendem por conviver com desafetos.
Há quem reclame pela ausência de carinho no núcleo familiar, mas jamais se preocupou em estreitar laços de afeto com os seus.
Incontáveis gastam seus recursos com futilidades e depois reclamam da falta de dinheiro.
Outros não se dispõem ao estudo e se afirmam injustiçados, por falta de oportunidades na vida.
Em tudo isso vê-se a presença de inúmeros vícios que infelicitam a Humanidade.
O homem sensato e operoso, por certo enfrenta menores obstáculos do que o leviano.
É impossível colher uvas de espinheiros.
Quem não joga boas sementes no solo da vida não pode reclamar pela ausência de boa colheita.
Assim, é importante refletir sobre a forma como estamos gastando nosso tempo na Terra.
Demonstramos esforço sincero no aprendizado do ofício de viver ou parecemos crianças teimosas, clamando por corrigenda?
Se queremos paz, se desejamos a libertação do sofrimento, não há muitas alternativas.
Somente o abandono da ignorância e dos vícios, pela vontade firme de conquistar virtudes, possui o condão de nos libertar.
Pensemos nisso.
Redação do Momento Espírita.
Em 31.01.2010.
Extraído do site www.momento.com.br, acesso em 07/05/2012

domingo, 15 de julho de 2012

Julho - Mês de Aniversário


No dia 18 de julho de 2012 (quarta-feira), às 20h, no auditório de nossa Sociedade Espírita, em continuidade ao ciclo de aniversário, acontecerá palestra com JOSÉ ALBERTO DA SILVA, de Espumoso/RS, Presidente da União Municipal Espírita de Carazinho - UME, Advogado, abordando o tema "O AUTO-PERDÃO".  Você é nosso convidado. 


Coluna Espírita


Aflição Vazia

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.
Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.
No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.
Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranqüila.
Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...
Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.
Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.
Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Encontro marcado.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.



Publicado no Jornal A Região, edição de 11/07/2012.

Coluna Espírita


Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência

Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.
Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.
Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.
Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.
A união e a afeição entre parentes indicam a simpatia anterior que as aproximou. Por isso, diz-se de uma pessoa cujo caráter, cujos gostos e inclinações nada têm de comum com os dos parentes, que ela não pertence à família. Dizendo isso, enuncia-se uma verdade maior do que se pensa. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com a dupla finalidade de servirem de provas para uns e de meio de progresso para outros. Os maus, se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e pelas atenções que deles recebem, seu caráter se abranda, seus costumes se depuram, as antipatias desaparecem. É assim que se produz a fusão das diversas categorias de Espíritos, como se faz na Terra entre a raças e os povos.
KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo,
Cap. IV, itens 18 e 19. 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coluna Espírita


Reencarnação e vida
No Evangelho de Mateus, capítulo dezessete, lemos o seguinte:
Os discípulos interrogaram Jesus, dizendo: Por que dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro? Ele, respondendo, disse-lhes:
Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram.
Então os discípulos compreenderam que ele falara de João Batista.
Este texto bíblico não deixa dúvida quanto à reencarnação, já que os discípulos conheciam os pais de João Batista, e entenderam que ele era Elias reencarnado.
Várias pessoas, por não compreenderem bem o mecanismo da reencarnação, simplesmente a negam.
Entretanto, homens eminentes que passaram pela Terra e deixaram seus nomes registrados nas páginas da História, compreendiam que a reencarnação é a resposta lógica para as questões que uma única existência deixa em aberto.
Vitor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século passado, assim se referia à reencarnação:
De cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante. Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.
E afirma ainda: Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: "Meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte. O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente."
Mohandas Gandhi, líder nacionalista hindu, conhecido como Mahatma Gandhi, falou da pluralidade das existências dizendo:
A forma está sempre mudando, sempre perecendo, mas o Espírito que a anima jamais muda, jamais perece. O verdadeiro amor consiste em se transferir do corpo para o que reside interiormente, e então compreender, necessariamente, a unidade de toda a vida que habita inumeráveis corpos.
Honoré de Balzac, romancista francês do século dezenove, afirmou:
As virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras. Existências das quais apenas o Espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de coisas espirituais. Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida passada.
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, dizia:
Quando morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor.
Léon Tolstoi, romancista russo, poeta e reformador social, também falou da reencarnação com as seguintes palavras:
Já que vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte.
* * *
Pitágoras, filósofo grego que viveu alguns séculos antes de Cristo, assim como Sócrates, Platão e outros tantos filósofos da Antiguidade, tinham a convicção da reencarnação dos Espíritos.
Não se utilizavam do termo reencarnação, mas a ideia da pluralidade das existências era conhecida e admitida.
A palavra reencarnação foi criada por Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, no século passado.
Como dissemos, a palavra é nova, mas a ideia já existia desde tempos muito remotos.
Redação do Momento Espírita, com base no livro A reencarnação através dos séculos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.
Em 14.03.2011.
Extraído do site www.momento.com.br, acesso em 07/05/2012.
Publicado no Jornal A Região, edição de 29/06/2012.

Notícia


MÊS DE ANIVERSÁRIO - PALESTRA COM ANTÔNIA CANIZARES


Na noite de ontem, 11 de julho de 2012, aconteceu no auditório de nossa Sociedade Espírita palestra com ANTÔNIA CANIZARES, de Palmeira das Missões/RS, Coordenadora do Departamento Doutrinário da Sociedade Espírita Luz e Caridade, desta cidade, e expositora espírita. 

O tema enfocado foi "A Viagem dos Espíritos de Luz", tratando-se de bela e profunda abordagem da evolução espiritual do ser, desde os Reinos Mineral, Vegetal e Animal, passando pelo Hominal, onde atualmente nos encontramos, como Espíritos encarnados em um Mundo de Provas e Expiações, categoria a que ainda pertence o Planeta Terra, atualmente em transição para a categoria de Mundo de Regeneração, onde o Bem será mais presente.  

Salientou que os Espíritos de Luz são aqueles que já completaram a sua evolução espiritual, vivendo em esfera de completa felicidade, sendo este o caminho a que estamos fadados, mais ou menos rapidamente, a depender dos esforços de uma só pessoa: cada um de nós.  



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Notícia


MÊS DE ANIVERSÁRIO - REALIZADA PALESTRA COM IARA RISTOW


Realizou-se, na noite de hoje, 04 de julho de 2012, palestra com IARA JULIANE RISTOW, de Ijuí/RS, Professora Estadual e expositora espírita, sobre o tema "Estimulantes Deprimentes e os Desafios da Família", baseada numa mensagem de André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, que integra a obra "Sol nas Almas".  
Leia abaixo, na íntegra, esta mensagem que embasou a palestra. 



ESTIMULANTES DEPRIMENTES


Doutrina do discernimento, o Espiritismo nos acorda para a valorização das forças da
vida, ensinando-nos a preservá-la e a empregá-la com o proveito devido.
Dediquemos um minuto ao inventário das nossas perdas de vitalidade, no que se
refere aos espetáculos violentos, junto dos quais desgastamos recursos preciosos do
corpo e, em algumas ocasiões, chegamos até mesmo a perdê-lo inconsideradamente.
Em séculos do passado, arrasávamos os nervos diante das façanhas de arena,
rejubilando-nos com o sangue de gladiadores e feras ou mantínha-mos o coração
alterado por arritmias, à frente de carros e cavalos em tropelia, buscando tolas consagrações.
Na atualidade, temos o box fulminante e a disparada de autos em nome de
competição esportiva ou, ainda, as peças dedicadas ao desregramento emotivo e os
filmes endereçados à exaltação do crime, rotulados de cultura, desbaratando-nos as
reservas físicas e mentais.
Semelhantes exibições abalam as energias nervosas, sacodem-nas e dissipam-nas,
impingindo, não raro, no ânimo de grande número de expectadores imprevidentes,
sugestões de caráter negativo que começam em pensamentos nocivos, na aparência
sem qualquer importância, e terminam na brecha moral por onde a obsessão se
insinua ou o stress negativo se instala repetidamente.
Em seguida, os cultores desses estimulantes deprimentes se declaram enfermos, em
casa, confessando-se inadaptados à vida familiar, a perambularem por consultórios
médicos e hospitais de repouso, sem pensar que desajustaram o sistema nervoso por si
mesmos, a força de se agitarem inutilmente.
Não nos deixemos render à febre de excitações novas que dominam a romagem
terrestre.
Cada espírito responderá, perante a Lei de Causa e Efeito, pelo emprego do corpo
físico em que se manifesta no mundo.
Meditemos no assunto.
Todos necessitamos de descanso e refazimento; saibamos, porém, que a distração
equilibrada entretém a vida, mas toda distração estonteante é derivativo para a
morte.



Julho - Mês de Aniversário



No dia 11/07/2012 (quarta-feira), às 20h, no auditório de nossa Sociedade Espírita, dando continuidade ao ciclo de palestras de aniversário, haverá palestra com ANTÔNIA CANIZARES, de Palmeira das Missões/RS. Expositora espírita ligada à Sociedade Espírita Luz e Caridade, onde coordena o Departamento Doutrinário, Antônia abordará o tema "A VIAGEM DOS ESPÍRITOS DE LUZ".  Você é nosso convidado.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Coluna Espírita


Estudos Espíritas do Evangelho – Memoráveis diálogos de Jesus – Com Nicodemos sobre reencarnação (Jo.3 vs. 1/12)

Todos os diálogos mantidos por Jesus merecem ser conhecidos e estudados. Destaquemos, porém, alguns deles, mais longos e cheios de importantes afirmativas e de preciosos ensinamentos espirituais.
Com Nicodemos sobre reencarnação (Jo.3 vs. 1/12)
Ora, entre os fariseus, havia um homem chamado Nicodemos, principal dos judeus, que veio à noite ter com Jesus e lhe disse:
- Mestre, sabemos que viste da parte de Deus, porque ninguém poderia fazer os sinais que tu fazes, se Deus não estivesse com ele.
- Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.
- Como pode nascer um homem já velho? Pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, para nascer segunda vez?
- Se um homem não nasce da água e do espírito, não pode entrar no reio de Deus. O que é nascido da carne é carne e o que é nascido do Espírito é Espírito.
Não te admires que eu te haja dito ser preciso que nasças de novo. O vento sopra para onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai; o mesmo se dá com todo aquele que é nascido do espírito.
- Como pode isso fazer-se?
- Pois quê! És mestre em Israel e ignoras estas coisas?
Digo-te em verdade que não dizemos senão o que sabemos, e que não damos testemunho senão do que temos visto. Entretanto, não aceitais o nosso testemunho. Mas, se não credes quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis, quando vos fale das coisas do Céu?
Ensino:
É preciso reencarnar para progredir espiritualmente e alcançar planos superiores de vida. Nicodemos pensou no mesmo corpo nascendo de novo (o que não é possível).
Jesus corrigiu esse erro, separando entre “nascido da carne e “nascido do Espírito”. Reafirmou que para “entrar no reino de Deus” é preciso renascer tanto “da água” (símbolo da matéria) “como do espírito” (renovar-se espiritualmente).
Usa o vento/ar (“pneuma”) como símbolo de elemento espiritual para comparar que também sentimos sua presença e manifestação através do corpo mas não podemos identificar de onde esse espírito veio (o passado é providencialmente esquecido) nem apontar-lhe um futuro determinado (dependerá do seu livre-arbítrio).




Coluna Espírita


Reencarnação


O Espiritismo evita usar a palavra morte. A palavra usada para substituí-la é desencarnação. Isto porque entendemos que ninguém morre, mas é o corpo que deixa de existir. O Espírito continua sua vida. O corpo é o instrumento de que o Espírito se serve para viver uma experiência material. Assim, quem tem um corpo está encarnado e quem não tem está desencarnado. Aí temos o significado da palavra reencarnação, que é: estar novamente em um corpo de carne.

Vivemos uma só vida ou várias vidas? Nosso destino eterno é definido no curto espaço de alguns anos? O Espiritismo afirma que vivemos muitas vidas, através das quais vamos construindo nossa evolução moral e intelectual. Cada encarnação nos possibilita aprendizados, experiências que passam a fazer parte de nossas conquistas espirituais. A felicidade e a perfeição não são dadas, mas conquistadas, como faz um aluno, que se forma depois de passar, com aproveitamento, por diversos anos de estudo.

Como explicar as diferenças entre as pessoas? Como alguns nascem com qualidades morais, enquanto outras demonstram tendência ao vício e outras imperfeições desde a infância? E a diversidade de talentos, habilidades e inteligência? Deus não distribui virtudes e defeitos entre seus filhos. Não privilegia alguns com capacidade e dá a outros limitações. Nós é que construímos nossa personalidade. Se somos capazes de realizar algo, se temos um desenvolvimento no campo intelectual é porque conquistamos esta capacidade. Da mesma forma que quem freqüenta a escola aprende, e aquele que não freqüenta não adquire o conhecimento. Levamos a soma de nossas conquistas de uma encarnação para outra. Por isso alguns demonstram mais capacidade do que outros, desde a infância.

Por que algumas pessoas nascem com deficiência física ou mental? Por que tantos vivem na miséria? Como Deus permite que milhares de crianças nasçam rodeadas do crime, do vício, ao lado de pessoas que não têm condição de orientá-las para uma vida reta e para a religião? Cada um traz ao nascer uma história de vida, que determina a saúde ou a doença e as experiências pelas quais precisa passar. Nossos atos do passado refletem em nossa vida atual. Se plantamos vento é provável que agora tenhamos que colher tempestade e se fomos má influência para alguém teremos que desenvolver forças lutando contra as tentações. Além disso, é natural que ao renascermos nos aproximemos daqueles com quem simpatizamos, pois vamos criando nossas afeições e desafetos através das várias encarnações.

Como sabemos Deus é todo amor e justiça, portanto, é difícil responder a muitas questões sem o auxílio da reencarnação. Só ela permite que entendamos o verdadeiro sentido desta vida. Se tudo tem uma explicação justa é mais fácil enfrentarmos as dificuldades do dia a dia. Mas a idéia da reencarnação não é só uma explicação filosófica. Existem muitas provas científicas e muitas passagens no Evangelho que se referem a ela. Quem quiser se aprofundar no assunto pode buscar mais informações nos livros espíritas.
Nilton W. Barbosa
Goiânia – GO.
Extraído do site www.searadomestre.com.br, acesso em 07/05/2012