Reencarnação e vida
No
Evangelho de Mateus, capítulo dezessete, lemos o seguinte:
Os
discípulos interrogaram Jesus, dizendo: Por que dizem, pois, os escribas que
Elias deve vir primeiro? Ele, respondendo, disse-lhes:
Elias
certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que
Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram.
Então os
discípulos compreenderam que ele falara de João Batista.
Este
texto bíblico não deixa dúvida quanto à reencarnação, já que os discípulos
conheciam os pais de João Batista, e entenderam que ele era Elias reencarnado.
Várias
pessoas, por não compreenderem bem o mecanismo da reencarnação, simplesmente a
negam.
Entretanto,
homens eminentes que passaram pela Terra e deixaram seus nomes registrados nas
páginas da História, compreendiam que a reencarnação é a resposta lógica para
as questões que uma única existência deixa em aberto.
Vitor
Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século passado, assim se referia
à reencarnação:
De cada
vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra
sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante. Eu sou uma
alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.
E afirma
ainda: Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: "Meu
dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de
trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte. O túmulo não é um beco sem
saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente."
Mohandas
Gandhi, líder nacionalista hindu, conhecido como Mahatma Gandhi, falou da
pluralidade das existências dizendo:
A forma
está sempre mudando, sempre perecendo, mas o Espírito que a anima jamais muda,
jamais perece. O verdadeiro amor consiste em se transferir do corpo para o que
reside interiormente, e então compreender, necessariamente, a unidade de toda a
vida que habita inumeráveis corpos.
Honoré de
Balzac, romancista francês do século dezenove, afirmou:
As
virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos
invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras. Existências das
quais apenas o Espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de
coisas espirituais. Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida
passada.
Arthur
Schopenhauer, filósofo alemão, dizia:
Quando
morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos
regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor.
Léon
Tolstoi, romancista russo, poeta e reformador social, também falou da
reencarnação com as seguintes palavras:
Já que
vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida
presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos
de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte.
* * *
Pitágoras,
filósofo grego que viveu alguns séculos antes de Cristo, assim como Sócrates,
Platão e outros tantos filósofos da Antiguidade, tinham a convicção da
reencarnação dos Espíritos.
Não se
utilizavam do termo reencarnação, mas a ideia da pluralidade das existências
era conhecida e admitida.
A palavra
reencarnação foi criada por Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, no século
passado.
Como
dissemos, a palavra é nova, mas a ideia já existia desde tempos muito remotos.
Redação do Momento Espírita, com
base no livro A
reencarnação através dos séculos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.
Em 14.03.2011.
Em 14.03.2011.
Extraído
do site www.momento.com.br, acesso em
07/05/2012.
Publicado no Jornal A Região, edição de 29/06/2012.
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