quinta-feira, 12 de julho de 2012

Coluna Espírita


Reencarnação e vida
No Evangelho de Mateus, capítulo dezessete, lemos o seguinte:
Os discípulos interrogaram Jesus, dizendo: Por que dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro? Ele, respondendo, disse-lhes:
Elias certamente há de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que Elias já veio e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram.
Então os discípulos compreenderam que ele falara de João Batista.
Este texto bíblico não deixa dúvida quanto à reencarnação, já que os discípulos conheciam os pais de João Batista, e entenderam que ele era Elias reencarnado.
Várias pessoas, por não compreenderem bem o mecanismo da reencarnação, simplesmente a negam.
Entretanto, homens eminentes que passaram pela Terra e deixaram seus nomes registrados nas páginas da História, compreendiam que a reencarnação é a resposta lógica para as questões que uma única existência deixa em aberto.
Vitor Hugo, poeta e romancista francês que viveu no século passado, assim se referia à reencarnação:
De cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante. Eu sou uma alma. Sei bem que vou entregar à sepultura aquilo que não sou.
E afirma ainda: Quando eu descer à sepultura, poderei dizer, como tantos: "Meu dia de trabalho acabou. Mas não posso dizer: minha vida acabou. Meu dia de trabalho se iniciará de novo na manhã seguinte. O túmulo não é um beco sem saída, é uma passagem. Fecha-se ao crepúsculo e a aurora vem abri-lo novamente."
Mohandas Gandhi, líder nacionalista hindu, conhecido como Mahatma Gandhi, falou da pluralidade das existências dizendo:
A forma está sempre mudando, sempre perecendo, mas o Espírito que a anima jamais muda, jamais perece. O verdadeiro amor consiste em se transferir do corpo para o que reside interiormente, e então compreender, necessariamente, a unidade de toda a vida que habita inumeráveis corpos.
Honoré de Balzac, romancista francês do século dezenove, afirmou:
As virtudes que adquirimos, e que se desenvolvem em nós lentamente, são elos invisíveis que ligam cada uma das nossas existências às outras. Existências das quais apenas o Espírito tem lembranças, porque a matéria não guarda memória de coisas espirituais. Somente o pensamento guarda as tradições de uma vida passada.
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, dizia:
Quando morremos, lançamos fora a nossa individualidade como roupagem usada, e nos regozijamos porque estamos para receber outra, nova e melhor.
Léon Tolstoi, romancista russo, poeta e reformador social, também falou da reencarnação com as seguintes palavras:
Já que vivemos através de milhares de sonhos em nossa vida presente, assim nossa vida presente é apenas uma das muitas milhares de vidas pelas quais passamos, vindos de outra vida, mais real, para a qual retornamos após a morte.
* * *
Pitágoras, filósofo grego que viveu alguns séculos antes de Cristo, assim como Sócrates, Platão e outros tantos filósofos da Antiguidade, tinham a convicção da reencarnação dos Espíritos.
Não se utilizavam do termo reencarnação, mas a ideia da pluralidade das existências era conhecida e admitida.
A palavra reencarnação foi criada por Allan Kardec, Codificador do Espiritismo, no século passado.
Como dissemos, a palavra é nova, mas a ideia já existia desde tempos muito remotos.
Redação do Momento Espírita, com base no livro A reencarnação através dos séculos, de Nair Lacerda, ed. Pensamento.
Em 14.03.2011.
Extraído do site www.momento.com.br, acesso em 07/05/2012.
Publicado no Jornal A Região, edição de 29/06/2012.

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